quinta-feira, 19 de abril de 2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Coimbra: Portugal dos Pequenitos

O Portugal dos Pequenitos, localiza-se junto ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e é um parque temático destinado às crianças, principalmente.


Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto  e inaugurado em  8 de junho de 1940. Desde 1959, integra o património da Fundação Bissaya Barreto.
Este espaço lúdico-pedagógico, constitui uma mostra em tamanho reduzido do património português construído no país e no Mundo.

A construção deste espaço desenvolveu-se em três etapas:
A primeira fase, é formada por um conjunto de casas típicas portuguesas: solares de Trás-os-Montes e Minho, casas típicas de cada região do país bem como o conjunto de Coimbra, onde se encontram representados os monumentos mais importantes da cidade. Foi construída  entre 1938 e 1940.


A segunda fase é formada  pelos monumentos mais representativos, do nosso país.

A terceira fase diz respeito à representação das antigas províncias ultramarinas portuguesas, concluída em finais da década de 1950.



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terça-feira, 17 de abril de 2018

Coimbra: Quinta das Lágrimas

Coimbra não é só monumentos. 
A cidade, que D. Afonso Henriques tornou capital do reino, tem muito mais para oferecer a quem a visita. Existem na cidade locais emblemáticos de visita obrigatória.
Um deles é a Quinta das Lágrimas.


Envolta num clima de romance e tragédia, esta quinta foi o palco da  história de amor entre D. Pedro e D. Inês de Castro.  Era nos jardins da Quinta das Lágrimas, que D. Pedro se encontrava secretamente com D. Inês e  foi ali que terminou a história de amor dos dois amantes, quando os mercenários do rei  D. Afonso IV, assassinaram  D. Inês de Castro.



O jardim  é constituído por uma zona de mata, um autêntico museu vegetal, onde podem ser observadas  várias árvores vindas de diversos pontos do Mundo. Em tempos, era nesta mata que a família real caçava.
Mais tarde, o terreno passou para a posse da Universidade de Coimbra e de uma ordem religiosa.


Em 1730, a quinta foi adquirida pela família Osório Cabral de Castro, que mandou construir um palácio que foi destruído por um incêndio em 1879 e reconstruído no século seguinte, à semelhança dos antigos solares rurais portugueses, com biblioteca e capela.
Actualmente no palácio funciona uma unidade hoteleira.



Passeando pelo jardim, podemos encontrar a Fonte dos Amores e a Fonte das Lágrimas, o anfiteatro da Colina de Camões, o lago redondo rematado com pedra grossa, inspirado no lago das Lágrimas, que fica perto. 


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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Coimbra: Mosteiro de Santa Clara

O Mosteiro de Santa Clara de Coimbra foi fundado em 1283 por D. Mor Dias, uma nobre coimbrã para ser entregue às freiras clarissas. No entanto, a vontade desta dama nunca foi aceite.


Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento e conseguiu da Santa Sé, autorização para o seu  funcionamento.  Custeou a construção de  novos edifícios, num dos quais se recolheu após a morte de D. Dinis, para  dedicar o resto da sua vida à religião.


O Mosteiro destacava-se na época, pelo tamanho da igreja e do claustro e pela abóbada em pedra que cobre as três naves.
Situado junto à margem do Mondego, foi várias vezes invadido pelas águas do rio,  pelo que foi construído um  piso superior, conduzindo o primitivo ao abandono.
No entanto, em 1677, era fundado no Monte Esperança, um novo mosteiro, mandado construir por D. João IV, que ficou conhecido por Santa Clara-a-Nova, enquanto  o antigo passou a ser designado por Santa Clara-a-Velha. 
A partir dessa data, o Mosteiro original foi votado  ao   abandono, atingindo um avançado estado de ruína.


Recentemente, o conjunto de Santa Clara-a-Velha foi alvo de obras de recuperação, que puseram a descoberto um grande número de vestígios arqueológicos.

Actualmente, o Mosteiro está aberto ao público e põe à disposição dos visitantes, para além de visitas à igreja e às estruturas arqueológicas restauradas, um  Centro Interpretativo onde se pode apreciar o espólio descoberto. 


O Mosteiro de Santa Clara-a-Nova tem estilo barroco e começou a ser construído em 1649. Em 1677, passou a albergar  as monjas clarissas.
Na igreja, guarda-se, no retábulo da capela-mor, a urna de prata e cristal, do séc. XVII, onde é venerado o corpo da Rainha Santa Isabel. O túmulo primitivo da padroeira da cidade, em pedra, construído em 1330, encontra-se no coro baixo da igreja. 



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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Porque é Fim de Semana: Infias

Porque é Fim  de Semana, vamos prosseguir na descoberta  das  freguesias  do concelho  de 
Fornos de Algodres e  vamos conhecer um pouco da freguesia de Infias, situada a poucos quilómetros da sede do município.



Não se conhece a origem desta povoação, mas deve ter sido muito importante durante a ocupação romana. A  comprovar o facto, foram encontrados importantes achados arqueológicos, como são os casos  duma lápide  dedicada ao deus Mercúrio  que se pode observar  na parede da igreja de São Pedro, os restos de templos, com os seus pórticos e escadarias, fragmentos de colunas, moedas romanas, mós e outros utensílios reveladores duma importante povoação, ou talvez duma cidade romana.
Em 1258, nas inquirições de D. Afonso III  já era feita referência a vários habitantes desta povoação.


Em 1320,  D. Dinis  taxou a igreja de S. Pedro de Infias, em 10 libras portuguesas para a guerra contra os Mouros, o que atesta a importância desta localidade na época. A acrescentar, sabe-se que ali passava a via romana Viseu-Celorico-Idanha-Mérida.
Nao se conhece nenhum foral concedido a Infias, mas em 1525, esta povoação era vila e concelho,  como aparece no Cadastro da População do Reino, mandado efectuar por D. Joao III: "...Vila e concelho de Enfiaens...".
O concelho foi extinto em 1836 e incorporado no de Fornos, que na altura  passou a chamar-se "Fornos de Algodres".



O orago de Infias é São Pedro.
A primitiva igreja de S. Pedro de Infias foi construída  provavelmente no século  XIV e dela já pouco resta. A  actual é muito mais recente.
A fachada supõe-se  ter sido construída do seculo XVI, mas a torre sineira é de meados do seculo XIX.
Tem planta longitudinal e é composta por uma só nave, capela-mor mais estreita e baixa e um campanário e sacristia adossados. 
No interior, destacam-se  um retábulo-mor tardo-barroco e o arco triunfal com  pilastras biseladas.
Nesta igreja, existe  uma pequena lapide romana, dedicada ao deus "MERCURIO", que possivelmente terá sido trazida dum outro local.

- Pelourinho




O pelourinho tem  características do estilo manuelino, semelhante a outros no mesmo concelho e terá sido erigido nas primeiras décadas do século XVI.




Fontes: Wikipédia e blogues de Algodres


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