quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Paranhos da Beira - Seia

Paranhos da Beira é a sede duma freguesia do concelho de Seia, outrora designada por por Paranhos de Seia e, mais tarde, apenas por Paranhos.



A sua origem é bastante remota, possivelmente na pré-história, como o comprovam os vários monumentos megalíticos descobertos na freguesia. 
Fez parte do arcediagado de Seia. Em 1882,transitou da Diocese de Coimbra para a Diocese da Guarda.
No séc. XVI, Paranhos era concelho com justiças próprias, não se sabendo a data em que foi instituído e não se conhecendo também qualquer carta de foral.
Na época das Invasões Francesas, a povoação foi alvo de roubos das tropas napoleónicas que deixaram para trás uma população na miséria e um rasto de destruição. A igreja da época, hoje Capela de Nossa Senhora das Neves foi vandalizada e roubaram o Altar-Mor.
Paranhos foi elevada à categoria de vila em 1989, passando o topónimo para o actual Paranhos da Beira.

O padroeiro de Paranhos da Beira é São Martinho.
A Igreja Matriz  fica situada no centro da vila, de arquitectura tardo-barroca. Tem planta longitudinal com nave única, capela-mor, sacristia e torre sineira. Em finais do sé. XVIII-princípios do séc. XIX, foi reformada em cima da igreja primitiva.


Do património da povoação são ainda dignos de destaque:
- Capela de Nossa Senhora das Neves
Datada de 1585  era a antiga igreja da povoação, que tinha como padroeira Nossa Senhora das Mercês. Atualmente, funciona apenas como capela mortuária.

- Capela do Senhor do Calvário



Esta capela fica situada no Largo da Feira e tem a sua festa anual no último domingo de Agosto. 
  - Solar dos Figueiredos 
  - Casa do Visconde
- Solar de São Julião
Construído nos finais do século XVII, foi ampliado em meados do século XVIII. Também conhecido por Casa de Paranhos de Cima, esteve sempre na posse dos descendentes da família fundadora, os Amaral Cardoso, fidalgos da Casa Real. Actualmente, pertence à família Sousa Lara, herdeira dos primeiros proprietários.  
A designação de São Julião deve-se à sua antiga capela  dedicada a este  uma santo. Na época de setecentos, a Capela foi substituída por outra, tendo por padroeira Nossa Senhora de La Salette, santa de quem era devoto o reformador do solar, D. João de Albuquerque do Amaral Cardoso.
Em 1957, foi restaurada e actualmente é  um dos mais belos solares de Paranhos.   

- Pelourinho/Cruzeiro
Situa-se na Rua dos Cruzeiros, foi erguido no séc. XV e é um dos mais antigos da região. Foram-lhe acrescentadas duas hastes de betão armado quando foi transformado em cruzeiro

  
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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Candosa Tábua

Vamos hoje conhecer um pouco de Candosa, a sede duma das onze freguesias  concelho de Tábua. Fica situada  numa das encostas do monte da Gardina e o seu nome   deriva de "Candenoso" que significa pedregoso.



Nas inquirições de 1258  Candosa é referida como Terra de Seia.
Por doação régia, passou para a posse ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra,  e, mais tarde, transitou como couto para a Sé de Coimbra. 
Em 1514, el rei D. Manuel I, outorgou-lhe foral, passando a ser vila e sede de concelho. 
Em 1842, o concelho da Candosa foi extinto e a freguesia foi integrada no concelho de Midões.
Em 1855, passou para o concelho de Tábua ao qual pertence actualmente.



O orago da povoação é São Facundo.
A Igreja Matriz é um templo simples com campanário que foi restaurada no século XVIII.
No interior destacam-se vários elementos:
- o  baptistério muito antigo;
- três retábulos do início do século XVIII;
- Várias imagens de pedra datadas do século XVI;
- um Crucifixo de pau preto e marfim, do século XVII;...
Do património de  Candosa há ainda a referir:
- Capela de São Vicente 



Outrora este Santo era venerado numa Capela que  foi demolida. O templo actual foi mandado construir, para comemorar as bodas de outro matrimoniais dum habitante da povoação.
No interior, sobressai a imagem de São Vicente, datada do século XV. 
- Capela das Alminhas
Esta pequena capelinha é o local onde os naturais da Candosa vão colocar as suas esmolas.



Como recordação do antigo concelho medieval, existe nesta localidade um Pelourinho manuelino, do século XVI, que foi considerado imóvel de interesse público.  







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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Poetas da Serra: Luísa Brás Pacheco

Serra do Açor

Faltam-me as palavras
Que queria escrever
Envoltas nas mágoas
Que ainda estão a arder

Neste silêncio sepulcral
Há gritos de dor e solidão
Como se lamina de punhal
Lhe trespassasse o coração

Mudam-se os tempos
Conforme as vontades
Só não mudam os ventos
Que sopram incontrolados.

E ao sabor desse vento
A serra vai renascer
No seu ritmo indiferente
Se há ou não gente a ver

Vai vestir fato de festa
Com renovadas cores
É a esperança que nos resta
Ver desabrochar novas flores.


Luísa Pacheco 


Foto: Teresa Neves



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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Porque é fim de semana: Folgosinho

Porque é fim de semana, vamos prosseguir na descoberta das localidades do concelho de Gouveia e seguimos para a freguesia de Folgosinho.
Situada num local de difícil acesso, nasceu uma povoação entre o Castelo e o Outeiro, onde se pensa terem existido dois castros pré-romanos.
Os romanos deixaram na povoação, diversos testemunhos da sua passagem, como é exemplo a Calçada dos Galhardos.

Esta pequena vila de casas simples e tradicionais, muitas delas com as fachadas decoradas com painéis de azulejos com quadras populares , advoga para si a naturalidade de Viriato.
Na altura  da Reconquista cristã , D. Sancho I concedeu-lhe carta de foral em 1187. D. Afonso II confirmou o foral em 1217 e acredita-se que D. Dinis também o tenha feito durante o seu reinado.
Em 1512, D. Manuel I concedeu-lhe Foral Novo.
Em 1836, a reformulação administrativa do reino extinguiu o concelho de Folgosinho, passando a freguesia  a integrar o de Gouveia.
Na vila, encontram-se várias marcas judaicas e cruciformes que atestam a presença daquele povo, nesta localidade.


O orago da povoação é  São Pedro
A sua igreja Matriz a paróquia era vigararia e comenda da Ordem de Cristo, que andava na Casa dos Viscondes de Vila Nova da Cerveira. Foram donatários os Marqueses de Arronches e depois os Duques de Lafões.

Para além da Igreja Matriz, em Folgosinho existe um património relevante dos quais destaco:

- Capela de São Faustino


Situada no Largo José Fernandes este templo religioso data do século XVI e foi restaurada em 2006.

- Capela de Nossa Senhora do Assedasse


Esta capela românica datada do século XII é dedicada a Santa Mãe de Deus sob a invocação de Nossa Senhora do Assedasse e está situada no vale do Mondego, perto do Covão da Ponte.

- Capela de São Tiago


- Castelo


O Castelo é o ex-libris de Folgosinho e a crença popular atribui a  sua fundação é a Viriato. No entanto, o castelo primitivo terá sido construído no século XII, durante o reinado de Dom Sancho I, sobre ruínas de um castro lusitano.
Foi reconstruído no século XX, onde subsistem vestígios da fortificação medieval.
Em 1936, foi classificado como Imóvel de Interesse Público constituindo uma das maiores  atracções da vila.

- O Pelourinho


O Pelourinho original foi destruído em 1864, sendo reconstituído no mesmo local,  em 1937, por iniciativa da Junta de Freguesia de Melo.
Pelourinho do tipo pinha cónica, construído no local onde existira um antigo pelourinho.

- Calçada Romana

- Vestígios de judiaria


- Fonte do Pedrão


- Fonte do Gorgulhão


- Fonte dos Limos Verdes




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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Várzea de Meruge-Seia


Hoje vamos para a Várzea de Meruge, a aldeia que com Carragozela, forma a União das Freguesias de Carragozela e Várzea de Meruge.


A origem desta localidade remonta aos tempos da época pré-romana,comprovado pelo topónimo “Meruge”, com terminação em “uge”, de origem romana (região da Ligúria).
Segundo as Inquirições de 1258, o repovoamento da Várzea de Meruge aconteceu após a Reconquista. Os territórios que hoje formam a povoação e que pertenciam  ao termo da vila de Casal, foram doados à Ordem de Aviz.
No século XIV a   paróquia medieval de Santiago de Meruge  foi dividida em três: Várzea, Carragozela e Torrozelo. 
Em 1514, D. Manuel I concedeu foral à Várzea de Meruge. 
Em 1840 esta freguesia pertencia ao extinto concelho de Ervedal. Fez parte do arcediagado de Seia, da Diocese de Coimbra, transitando em 1882 para a Diocese da Guarda.



O padroeiro da povoação é Santiago.
A Igreja tem estilo simples, tendo no seu interior três altares, destacando-se a imagem de Santiago no altar-mor. 
Para além da Igreja Matriz  existem ainda na povoação duas capelas.

- Capela da Nossa Senhora de Fátima

Situada na Várzea de Baixo, foi construída em 1943, subtituindo a Capela de São  Simão, popriedade dos Condes de Arouce.

- Capela da Nossa Senhora da Graça


- Portal românico de cemitério
- Sepulturas antropomórficas 


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